Calendário anual de tratamentos por cultura
Olival, amendoal, vinha, arroz, cereais de inverno e milho em pivô: o que tratar em cada mês, em que estado da cultura e quantas vezes por ano.
Este mês no campoO que tratar em outubro
As janelas abertas agora em cada cultura, com o mês de referência do Alentejo e do Ribatejo. No Norte e no interior, conte com duas a três semanas de atraso.
Olival2 tratamentos
- Mosca-da-azeitonaPragas · Endurecimento do caroço a maturação
- Olho-de-pavão e gafa (outono)Doenças · Pintor, antes das primeiras chuvas
A preparar para novembro: Tuberculose, depois da colheita e de geadas
Ver o calendário completo →Amendoal2 tratamentos
- Crivado e Fusicoccum à queda da folhaDoenças · 50–60 % de folha caída
- Boro, zinco e ureia pós-colheita (reservas)Nutrição · Pós-colheita, folha verde
A preparar para novembro: Infestantes na linha (pré-emergência)
Ver o calendário completo →Vinha1 tratamento
- Boro, magnésio, Mn/Zn foliarNutrição · E → M; pós-vindima
Cereais de inverno1 tratamento
- Adubação de fundo granuladaNutrição · Pré-sementeira e sementeira
A preparar para novembro: Pré-emergência: azevém e dicotiledóneas; Afídeos e lema (só acima do critério)
Ver o calendário completo →Calendário de tratamentos: olival
Tradicional, intensivo e superintensivo. Alentejo concentra a maior área; Trás-os-Montes atrasa 2 a 3 semanas. Escala fenológica: BBCH (oliveira).
| Tratamento | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
1 InfestantesInfestantes na linha (pré-emergência)Repouso · 1 aplic./anoMeses: janeiro, fevereiro | ||||||||||||
2 InfestantesRepasse na linha, Conyza, rebentosAbrolhamento a pré-floração · 0–1 aplic./anoMeses: março, abril | ||||||||||||
3 DoençasTuberculose e olho-de-pavão (inverno)Repouso, depois da poda · 1 aplic./anoMeses: janeiro, fevereiro | ||||||||||||
4 NutriçãoBoro e azoto foliar (vingamento)Inflorescência a botão branco · 1–2 aplic./anoMeses: março, abril | ||||||||||||
5 PragasTraça, geração antófagaBotões florais · 0–1 aplic./anoMeses: abril, maio | ||||||||||||
6 DoençasOlho-de-pavão e cercosporiosePré-floração ou fruto vingado · 1 aplic./anoMeses: maio | ||||||||||||
7 PragasTraça, geração carpófagaFruto recém-vingado · 0–1 aplic./anoMeses: junho | ||||||||||||
8 PragasCochonilha-negraEndurecimento do caroço · 0–1 aplic./anoMeses: julho, agosto | ||||||||||||
9 NutriçãoPotássio e bioestimulantesEndurecimento do caroço a engorda · 1–2 aplic./anoMeses: julho, agosto, setembro | ||||||||||||
10 PragasMosca-da-azeitonaEndurecimento do caroço a maturação · 2–4 aplic./anoMeses: junho, julho, agosto, setembro, outubro | ||||||||||||
11 DoençasOlho-de-pavão e gafa (outono)Pintor, antes das primeiras chuvas · 1–2 aplic./anoMeses: setembro, outubro | ||||||||||||
12 DoençasTuberculose, depois da colheita e de geadasDepois da colheita · 1 aplic./anoMeses: novembro, dezembro, janeiro |
Janelas críticas
- Mosca-da-azeitona (ago–out): poucos dias entre a subida das capturas e o nível económico de ataque (8–12 % de frutos atacados no azeite).
- Tratamento de outono antes da primeira chuva e logo a seguir à colheita mecânica, com as máquinas ocupadas e o solo encharcado.
- Tratamento até 24–48 h depois de geada ou granizo.
- Infestantes na linha em jan–fev, com o solo encharcado.
Calendário de tratamentos: amendoal
Superintensivo e intensivo de regadio no Alentejo; tradicional de sequeiro em Trás-os-Montes e no Algarve. Escala fenológica: Felipe (A–J) / BBCH.
| Tratamento | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
A DoençasCrivado e Fusicoccum à queda da folha50–60 % de folha caída · 1–3 aplic./anoMeses: outubro, novembro | ||||||||||||
B InfestantesInfestantes na linha (pré-emergência)Repouso · 1 aplic./anoMeses: novembro, dezembro, janeiro | ||||||||||||
C NutriçãoBoro e zinco (floração e vingamento)B–D · 1 aplic./anoMeses: fevereiro | ||||||||||||
01 DoençasLepra, crivado, monilioseGomo inchado (B/C) · 1 aplic./anoMeses: fevereiro | ||||||||||||
02 DoençasMoniliose da florGomo rosado a início da floração (D–E) · 1–2 aplic./anoMeses: fevereiro, março | ||||||||||||
03 DoençasMoniliose, crivado, início da mancha-ocreQueda das pétalas (G) · 1 aplic./anoMeses: março | ||||||||||||
03b PragasVespa-da-amêndoa, Anarsia, afídeosG–H, 3–5 dias após as primeiras saídas · 0–2 aplic./anoMeses: março, abril | ||||||||||||
04 DoençasMancha-ocre, crivado, antracnoseFruto jovem (H–I) · 1–2 aplic./anoMeses: abril | ||||||||||||
05 PragasAnarsia, afídeos e mancha-ocreFruto em crescimento (I–J) · 1 aplic./anoMeses: maio | ||||||||||||
06 PragasAnarsia, percevejos e alternáriaFruto desenvolvido (J) · 1 aplic./anoMeses: junho | ||||||||||||
07 PragasÁcaros, pragas e doenças antes da colheitaInício da abertura do casco · 1 aplic./anoMeses: junho, julho | ||||||||||||
D InfestantesPós-emergência na linha, ConyzaH–J · 1–2 aplic./anoMeses: março, abril, maio, junho | ||||||||||||
E NutriçãoBoro, zinco e ureia pós-colheita (reservas)Pós-colheita, folha verde · 1 aplic./anoMeses: setembro, outubro |
Janelas críticas
- Floração com chuva (fev–mar): a moniliose entra na flor aberta e o trator não entra no solo encharcado.
- Queda das pétalas a fruto jovem (meados mar–início mai): período principal de infeção da mancha-ocre, só travada com proteção preventiva.
- Vespa-da-amêndoa (fim mar–abr): tratar 3–5 dias depois das primeiras saídas.
- Queda da folha (out–nov): tratar com 50–60 % de folha caída, com as primeiras chuvas.
Calendário de tratamentos: vinha
Alentejo, Tejo, Lisboa, Douro, Dão, Bairrada e Vinhos Verdes. A pressão do míldio vai de 2–5 tratamentos no Alentejo a 8–12 nos Verdes. Escala fenológica: Baggiolini (A–N) / BBCH.
| Tratamento | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
1 DoençasDesinfeção de repousoA–B · 1–2 aplic./anoMeses: fevereiro, março | ||||||||||||
2 DoençasAcariose, erinose e oídio precoceC–E · 1 aplic./anoMeses: março, abril | ||||||||||||
3 DoençasEscorioseC–E (30–40 % dos gomos em D) · 1–2 aplic./anoMeses: março, abril | ||||||||||||
4 InfestantesInfestantes na linhaRepouso a E · 1–2 aplic./anoMeses: fevereiro, março, abril, maio | ||||||||||||
5 DoençasMíldioE → M, máximo I–K · 2–12 aplic./anoMeses: abril, maio, junho, julho | ||||||||||||
6 DoençasOídio (desde os cachos visíveis)F → M, máximo I–L · 3–8 aplic./anoMeses: abril, maio, junho, julho | ||||||||||||
7 DoençasPodridão cinzenta (botrytis)J, L e M · 1–3 aplic./anoMeses: junho, julho, agosto | ||||||||||||
8 PragasTraça-da-uva, 2.ª e 3.ª geraçõesK→L e M→N · 0–2 aplic./anoMeses: junho, julho, agosto | ||||||||||||
9 PragasFlavescência dourada (obrigatório nas freguesias definidas)J → M, datas da Estação de Avisos · 1–3 aplic./anoMeses: junho, julho, agosto | ||||||||||||
10 PragasCigarrinha-verdeK → N · 0–2 aplic./anoMeses: julho, agosto, setembro | ||||||||||||
11 NutriçãoBoro, magnésio, Mn/Zn foliarE → M; pós-vindima · 1–4 aplic./anoMeses: abril, maio, junho, julho, outubro | ||||||||||||
12 NutriçãoBioestimulantes (stress hídrico e térmico)I → N · 1–3 aplic./anoMeses: maio, junho, julho, agosto |
Janelas críticas
- Primeiras infeções de míldio depois da chuva (abr–mai), com o solo encharcado.
- Floração a bago de ervilha (mai–jun): máxima sensibilidade a míldio e oídio ao mesmo tempo.
- Flavescência dourada (fim jun–ago): todas as vinhas da freguesia na mesma janela legal de poucos dias.
- Escoriose em C–E (mar–abr): janela de poucos dias com chuva frequente.
Calendário de tratamentos: arroz
Vales do Tejo e Sorraia, Sado e Baixo Mondego. Sobretudo Carolino, semeado em água com semente pré-germinada. Escala fenológica: BBCH.
| Tratamento | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
1 SementeiraSementeira de semente pré-germinada em água00–09 · 1 aplic./anoMeses: abril, maio | ||||||||||||
2 NutriçãoAdubação de fundo NPKPré-sementeira · 1 aplic./anoMeses: março, abril | ||||||||||||
3 InfestantesPré-sementeira: milhã, Alisma, HeterantheraPré-sementeira a 13 · 1 aplic./anoMeses: abril, maio | ||||||||||||
4 InfestantesPós-emergência precoce: milhã jovem, ciperáceas12–21 · 1 aplic./anoMeses: maio, junho | ||||||||||||
5 InfestantesPós-emergência principal: infestantes aquáticas21–29 (afilhamento) · 1 aplic./anoMeses: junho | ||||||||||||
6 InfestantesArroz-bravo13–25 · 1–2 aplic./anoMeses: maio, junho | ||||||||||||
7 Nutrição1.ª cobertura de azoto (granulado)Afilhamento (21–25) · 1 aplic./anoMeses: junho | ||||||||||||
8 Nutrição2.ª cobertura de azoto à diferenciação da panícula30–32 · 1 aplic./anoMeses: julho | ||||||||||||
9 DoençasPiriculariose da folha (ano de risco)25–32 · 0–1 aplic./anoMeses: junho, julho | ||||||||||||
10 DoençasPiriculariose do colo e panícula (1.ª)Emborrachamento (41–49) · 1 aplic./anoMeses: julho | ||||||||||||
11 DoençasPiriculariose do colo e panícula (2.ª)Espigamento (51–65) · 1 aplic./anoMeses: agosto | ||||||||||||
12 MonitorizaçãoFalhas, vigor, piriculariose, caracol-maçã10–89 · 3–5 voosMeses: maio, junho, julho, agosto, setembro |
Janelas críticas
- Sementeira logo a seguir ao alagamento (abr–mai): cada dia de espera favorece a milhã, as aves e o lagostim.
- Cobertura de azoto à diferenciação da panícula (início de julho): cultura alta e campo alagado, janela de 1–2 semanas.
- Infestantes aquáticas em junho: no ponto certo só durante poucos dias.
- Piriculariose no emborrachamento e espigamento (jul–ago), depois de noites húmidas.
Calendário de tratamentos: cereais de inverno
Trigo mole e duro, cevada, aveia e triticale no Alentejo e Ribatejo, em sequeiro e regadio. Escala fenológica: Zadoks / BBCH.
| Tratamento | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
1 NutriçãoAdubação de fundo granuladaPré-sementeira e sementeira · 1 aplic./anoMeses: outubro, novembro | ||||||||||||
2 InfestantesPré-emergência: azevém e dicotiledóneasZ00–Z12 · 1 aplic./anoMeses: novembro, dezembro | ||||||||||||
3 InfestantesPós-emergência gramíneas: azevém, balancoZ13–Z29 · 1 aplic./anoMeses: dezembro, janeiro, fevereiro | ||||||||||||
4 InfestantesPós-emergência dicotiledóneas: papoila, saramagoZ13–Z32 · 1 aplic./anoMeses: janeiro, fevereiro, março | ||||||||||||
5 Nutrição1.ª cobertura de azoto (granulado)Afilhamento (Z21–Z29) · 1 aplic./anoMeses: janeiro | ||||||||||||
6 Nutrição2.ª cobertura de azoto (granulado)Encanamento (Z30–Z32) · 1 aplic./anoMeses: fevereiro, março | ||||||||||||
7 NutriçãoAdubação foliar: Mn, Zn, N/SAfilhamento a encanamento · 1 aplic./anoMeses: fevereiro | ||||||||||||
8 DoençasT0: ferrugem amarela, oídio (opcional)Z25–Z30 · 0–1 aplic./anoMeses: fevereiro | ||||||||||||
9 DoençasT1: septoriose, ferrugem, oídioZ31–Z32 · 1 aplic./anoMeses: março | ||||||||||||
10 DoençasT2: folha bandeira (o mais importante)Z37–Z39 · 1 aplic./anoMeses: abril | ||||||||||||
11 DoençasT3: fusariose da espigaFloração (Z59–Z65) · 0–1 aplic./anoMeses: abril, maio | ||||||||||||
12 PragasAfídeos e lema (só acima do critério)Outono e espigamento · 0–1 aplic./anoMeses: novembro, dezembro, abril, maio | ||||||||||||
13 NutriçãoAzoto foliar para proteína do grãoZ59–Z71 · 0–1 aplic./anoMeses: maio |
Janelas críticas
- Coberturas de azoto em jan e fev, com a terra encharcada: um atraso causa perdas que não se recuperam.
- Azevém (dez–fev): a eficácia cai depressa e há resistências.
- T2 na folha bandeira (abril): cerca de uma semana de margem.
- T3 na floração com chuva: 2–4 dias contra a fusariose, com a cultura já espigada.
Calendário de tratamentos: milho em pivô
Regadio em pivô no Ribatejo, Alentejo e Beira Litoral. Cerca de 110 000 ha em Portugal. Escala fenológica: BBCH (V/R).
| Tratamento | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
1 InfestantesPré-emergência00–09 · 1 aplic./anoMeses: abril, maio | ||||||||||||
2 InfestantesPós-emergência: milhãs, sorgo-de-alepoV2–V6 · 1–2 aplic./anoMeses: maio, junho | ||||||||||||
3 NutriçãoCobertura de azoto (granulado ou correção de manchas)V4–V8 · 1–2 aplic./anoMeses: maio, junho | ||||||||||||
4 NutriçãoNutrição foliar e bioestimulantesV6–VT · 1–2 aplic./anoMeses: junho, julho | ||||||||||||
5 PragasBroca, 1.ª geraçãoV4–V8 · 0–1 aplic./anoMeses: maio, junho | ||||||||||||
6 PragasBroca, 2.ª geração no milho alto (2–3 m)VT–R1 · 1–2 aplic./anoMeses: julho | ||||||||||||
7 PragasLagarta-da-espiga (Helicoverpa)Sedas · 0–1 aplic./anoMeses: julho, agosto | ||||||||||||
8 PragasAranhiço-amareloFloração a enchimento · 0–1 aplic./anoMeses: julho, agosto | ||||||||||||
9 MonitorizaçãoDiabrotica, lagarta-do-cartucho, manchasTodo o ciclo · ao longo do cicloMeses: maio, junho, julho, agosto, setembro |
Janelas críticas
- Broca na floração (julho), com o milho a 2–3 m: o trator já não entra e a janela antes de a larva entrar no colmo é curta.
- Infestantes em pós-emergência, V3–V6 (mai–jun), com o solo molhado pelas regas.
- Lagarta-da-espiga nas sedas (jul–ago): o alvo está no topo da cultura.
Calendários indicativos para Portugal, com os meses do Alentejo e do Ribatejo. As datas e o número de aplicações mudam com a região, o ano, a variedade e os avisos da Estação de Avisos; a escolha dos produtos e das doses cabe ao técnico da exploração.
Leve o calendário para a herdade
As seis culturas em PDF, uma página por cultura, para imprimir e afixar. E, uma vez por mês, o que tratar nesse mês, no seu email.
Quer este calendário feito para a sua exploração?
Visitamos a exploração, preparamos o plano da campanha parcela a parcela e reservamos as janelas na nossa agenda. Os clientes Sky Agro recebem o plano Pro da Agro Bizz sem custo, com o calendário e os avisos no caderno de campo digital.